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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
.Inquietação.
"Um alfinete que espeta por dentro
Um desconforto que não tem paradeiro
Um silêncio que não se especifica
Um ruído que desestabiliza
Um sapato apertado no calcanhar
Um armário sem lugar pra guardar
Um mosquito perto do ouvido
Um barulho de coração partido
Na minha inquietação
O-que-espero-não-vem
O-que-não-vejo-não-chega
E o que não quero
Se apresenta
Falta um pedaço de céu
Tatuado no meu braço
Falta uma forma de abandonar de vez
Todo esse meu cansaço
Descompasso que não me convém
Inconstância que me mantém refém
Porque se não for pra ficar
Então nem vem."
.Inquietação.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
.Arremate.
"Gostar sozinho dá trabalho
É como costurar colcha
Com agulha cega
Confiando apenas
No prazer de entrelaçar
Olha-se o tear,
Inspira-se com a paisagem que acena pela janela,
Mas a lida prossegue só
Laçando linha por linha
Quem costura um amor
Cria um laço,
Um nó
E o quanto aquilo agarra no peito
Depende do manejo
Da qualidade do fio
E do desprendimento da moça
Em não se importar
Em costurar sozinha."
.Arremate.
É como costurar colcha
Com agulha cega
Confiando apenas
No prazer de entrelaçar
Olha-se o tear,
Inspira-se com a paisagem que acena pela janela,
Mas a lida prossegue só
Laçando linha por linha
Quem costura um amor
Cria um laço,
Um nó
E o quanto aquilo agarra no peito
Depende do manejo
Da qualidade do fio
E do desprendimento da moça
Em não se importar
Em costurar sozinha."
.Arremate.
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